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Mostrando postagens de setembro, 2009

SOLIDÃO É ASSIM

Solidão é assim: estou no meu quarto, sozinha, mas eu queria ter alguém com quem conversar. Solidão também pode ser assim: estou no meio de uma festa muito animada, mas eu ainda sinto falta de ter alguém com quem conversar. Solidão também mora no passado. Quando éramos felizes, meu Deus, e só agora nos damos conta disso. Solidão é quando não sabemos se o passado foi mais feliz ou se a felicidade está bem aqui e não conseguimos perceber. Solidão dá esse nó na garganta, que dói quando engolimos tudo o que não temos com quem falar. Solidão faz o olhar ficar perdido, procurando, cadê? Cadê, meu Deus, essa resposta que nunca eu encontro? – Mas, qual é a pergunta? Qual é a pergunta, afinal? Qual é a pergunta que te tranca no quarto, que te imobiliza no passado, que te esvazia o presente? – questionaria Deus, talvez. Era tudo tão bonito quando ela era ainda uma criança, e escrevia no caderno da escola histórias cujos personagens eram as rainhas e os super-heróis, saídos da sua própria imagina...